sábado, 29 de agosto de 2015

Flor Branca




Todos os anos no meu aniversário, desde que eu fiz 12 anos, uma gardênia branca era entregue anonimamente para mim na minha casa. Nunca havia cartão ou nota e as ligações para a floricultura eram em vão, pois as compras eram sempre feitas em dinheiro. Depois de um tempo eu parei de tentar descobrir a identidade da pessoa que as estava enviando. Eu apenas me deliciava com a beleza e o perfume inebriante daquela flor mágica, perfeita, sempre colocada em um delicado arranjo com papel rosa.
Mas apesar de ter parado de procurar, nunca parei de imaginar quem poderia ser essa pessoa misteriosa. Eu passava alguns dos meus momentos mais felizes pensando em uma suposta pessoa maravilhosa, mas tímida ou excêntrica demais para revelar sua identidade. Nos meus anos de adolescência, era engraçado especular que a pessoa poderia ser um garoto do qual eu estivesse a fim ou mesmo alguém que eu nem sabia que tinha reparado em mim.
Minha mãe frequentemente incentivava minhas especulações. Ela perguntava se tinha alguém para quem eu tinha feito algo especial, que poderia estar mostrando seu apreço anonimamente. Ela me lembrou de vezes em que eu estava andando de bicicleta e nossa vizinha chegava com o carro cheio de compras do supermercado e com seus filhos. Eu sempre a ajudava a descarregar e me assegurava de que as crianças não corressem para a rua. Ou talvez a pessoa misteriosa fosse o velhinho da casa da frente. Várias vezes eu peguei as cartas dela durante o inverno para que ele não tivesse que se aventurar pelos degraus escorregadios da sua porta da frente.
Minha mãe fez o melhor que pôde para fomentar minha imaginação. Ela queria que seus filhos fossem criativos. Ela também queria que nos sentíssemos prezados e amados, não apenas por ela, mas pelo mundo como um todo.
Quando eu tinha 17 anos, um garoto partiu meu coração. A noite que ele me ligou pela última vez eu chorei até conseguir pegar no sono. Quando acordei de manhã, havia uma mensagem rabiscada com batom no meu espelho. “Quando semideuses se vão, os deuses chegam”. Eu fiquei pensando naquela citação de Emerson por um longo tempo e a deixei onde minha mãe a tinha escrito até meu coração se curar. Quando eu finalmente fui procurar o produto de limpar os vidros minha mãe soube que tudo estava bem de novo.
Mas havia algumas feridas que minha mãe não podia curar. Um mês antes da minha formatura no colegial meu pai morreu de repente de um ataque do coração. Meus sentimentos variavam entre luto comum e abandono, medo, desconfiança e raiva pelo fato de que ele não estaria presente em alguns dos momentos mais importantes da minha vida. Eu perdi completamente o interesse na formatura e na festa - eventos pelos quais eu trabalhei muito e aguardava ansiosamente. Eu pensei até mesmo em ir para uma faculdade na minha cidade em vez de me mudar para onde havia planejado - e o curso era bem melhor.
Minha mãe, em meio ao seu próprio luto, não quis nem ouvir a possibilidade de eu perder alguma dessas coisas. Um dia antes de meu pai morrer ela e eu tínhamos ido comprar um vestido para a festa e encontramos um sensacional - com vários metros de tecido pontilhado em vermelho, branco e azul. Vesti-lo me fez sentir como Scarlett O’Hara. Mas não tinha o meu tamanho e quando meu pai morreu eu esqueci completamente do vestido.
Minha mãe não esqueceu. Um dia antes da festa eu encontrei aquele vestido esperando por mim - claro, no tamanho certo. Ele estava delicadamente colocado em cima do sofá da sala, de uma maneira quase artística. Talvez eu não me importasse em ter um novo vestido, mas minha mãe se importava.
Ela se importava com a maneira como nós crianças nos sentíamos com nós mesmas. Ela nos enchia com um sentimento de que havia mágica no mundo e nos dava a habilidade de ver a beleza mesmo em meio à adversidade.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A lição da borboleta



Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem então decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.
“Eu pedi forças… e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.
Eu pedi sabedoria… e Deus deu-me problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade… e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem… e Deus deu-me obstáculos para superar.
Eu pedi amor… e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores… e Deus deu-me oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi… mas eu recebi tudo de que precisava.”

domingo, 23 de agosto de 2015

Aysha minha melhor amiga



Sinceramente,nunca quis um animalzinho como a Aysha . Quando meu filho deu-me de presente,não gostei.Porem com o passar do tempo tudo mudou...
Agora ela é a minha melhor amiga.
Estou sozinha...Quem me faz companhia é a minha querida amiga.Ela me entende,vigia a casa,sempre carinhosa.
Falo com ela como se me entendesse ,e acho que muita coisa ela me entende.
Quando estou triste,ela vem me acarinhar como se a alegria voltasse.
Fica me olhando como se eu fosse a maior maravilha.
Quando eu brinco com ela,parece sorrir
Agora,como gosto dela...

Borboletas

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Traçar caminhos





                      Aprendermos que ter que continuar,é muito mais que traçar um caminho,
            um caminho que justifique nossa esperança por dias melhores .È saber deixar prá 
            trás com sabedoria,entendendo que a vida é constituida de muitas histórias e que 
            finalizar um caminho não significa dar fim ao que somos.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Polo Norte


                                 Não há terra firme no Polo Norte,somente gelo em cima do mar.
                                 O oceano Ártico possui cerca de 12 milhões de quilômetros quadrados de
               gelo flutuante,e no inverno a temperatura ultrapassa os 30 graus centígrados abaixo de zero.