Quero-te assim humilde,minha terra,
Quero-te com tudo teu.Em cada muro,
A caixa d'água,ao fim do beco escuro,
O cemitério coroando a serra...
Tua Matriz formosa,o Ribeirão
Do Carmo triste,a perseguir a estrada.
Pomares que assaltei...a resmungada
Orquestração dos brejos...e a estação.
Tudo relembra os tempos de menino:
Leilões,boiadas,bimbalhar de sino,
Tanger de tropa em vívida carência...
Ruas e almas para o céu subindo...
Carmo do Rio Verde antigo e lindo,
Onde eu sofri na minha adolescência...
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