Não sei direito como passei minha vida, vivendo da maneira que vivi. Se os nossos pais pelo menos tivessem deixado um manual explicando o que significa viver verdadeiramente, o mundo talvez tivesse notado a minha presença. Creio que vivi por viver. Passei no mundo e ele não me viu, porque não fui importante para ele e nem ele foi para mim.
Tenho consciência do maior e único pecado cometido por mim: escondi-me de tudo e de todos. Vivi exclusivamente para o meu próprio ego; o meu egoísmo era tamanho que não via nada além de minha presença, me bastava.
Oh! Quanta burrice cometi na minha vida! Hoje eu lamento e reconheço meu maior pecado. Infelizmente não posso voltar no tempo para viver uma vida verdadeiramente vivida.
Nunca acreditei no mundo e nem nas pessoas, o que me levava a não gostar de ninguém. Não gostava de ter amigos e as pessoas me incomodavam. Meu único relacionamento era comigo mesmo. Eu me bastava! Por isso me isolava na vida e me fazia viver no meu mundo pequeno, aquele que construí para mim.
Ah! Se eu não estivesse no fim e pudesse voltar a viver… Viveria diferentemente e mais intensamente. Brincaria com as crianças, teria muitos amigos, ajudaria mais as pessoas, olharia mais para o céu, apreciaria mais as estrelas, curtiria mais o Universo e todas as coisas maravilhosas que Deus me deu de graça. Contaria histórias para as crianças, falaria com as pessoas que passassem por mim. Enfim, apreciaria e amaria mais esse Universo de tantas riquezas. Se eu tivesse aprendido a minha importância neste mundo, também saberia a importância das coisas e com isso cuidaria do planeta com mais amor e respeito. Acredito que amaria melhor este mundo que é de minha propriedade, apesar de tão grande. Seria meu mundo!
“É lamentável que eu não possa voltar no tempo para viver merecidamente como um ser inteligente.”
OBS.: Esta mensagem, elaborada em Brasília/DF, 22-10-1988, resulta de breve momento de reflexão no qual Elizabethe Milwaard visualizou a imagem de uma pessoa no seu leito de morte, que durante lampejo de sabedoria, compreendeu o quanto desperdiçou a sua existência, que poderia ter sido bem melhor.
(*) Professora de Consciência Nutricional e fundadora do Sistema Raiz da Vida
Autor:Elizabethe Milwaard

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